"Mafalda é uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho Pica-Pau. Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada do mundo em comparação com os outros personagens.”
Conheci a Mafalda na biblioteca da escola, na quinta série, mais precisamente no ano de 2001. Me lembro que, como uma boa leitora que já era, não tinha medo de livros grandes e grossos e quando me deparei com aquele livro de 420 páginas que mais parecia uma enciclopédia, já logo o tirei da prateleira com curiosidade. Foi então que na capa, vi o desenho de uma menina ouvindo música, tão simpática que na mesma hora me cativou. Quando abri e vi que era HQ fiquei ainda mais feliz, já que passei boa parte da infância lendo gibis.
E aí bastou ler a primeira página para eu me encantar com a doce personagem criada por Quino. Eram noites lendo aquele livro e eu era apenas uma criança. Não importava se no outro dia eu que teria que levantar cedo para ir à escola, eu só queria ler e estar lá. Gostava de ler sentada na janela, olhando o céu. E para onde eu ia, o Toda Mafalda ia comigo. Mesmo sendo um livro grande e um tanto quanto pesado, ele estava comigo. Demorei algumas semanas para terminar de ler e enfim, tive que devolver à biblioteca. Aquele livro não me pertencia. Mas, e o apego? Céus, como foi difícil me despedir dela, do Miguelito, da Liberdade e de todos os personagens que conquistaram meu coração. Foi como viver lá com eles, no pequeno vilarejo.
Depois disso, todas as minhas amiguinhas leram também, por forte influencia minha. Sentia um certo ciúme ao ver o ‘meu’ livro com outras pessoas. Passado um tempo, quando ele finalmente voltou a ficar disponível de novo na pequena biblioteca do colégio, adivinhem? Eu peguei novamente e sim, li tudo de novo como se fosse a primeira vez.
Loucuras que só bons leitores entenderão.
Minha vida passou e nunca consegui me esquecer daquela garotinha, tão esperta, com uma inteligência e humor fora do comum e aquele livro que por um bom tempo foi parte da minha vida.
Aos 23, 12 anos mais tarde, eu fui procurar ele para comprar. Foi como um flash na minha cabeça ‘TODA MAFALDA! PRECISO TER ESSE LIVRO!'. E numa busca frenética, em todos os sites que eu procurava, ele estava esgotado. Como eu trabalhava numa livraria, ligava e mandava e-mail de tempo em tempo para fornecedores e editoras procurando o tão inesquecível ‘livrão da Mafalda’. Até que um belo dia, o rapaz gentil (e paciente) me ligou dizendo ‘achei um aqui, você quer?’
Claro que não pensei duas vezes para responder. Passado alguns dias, ele chegou e foi a maior emoção da vida, depois de tantos anos, ter o livro que marcou que tanto marcou minha infância e que fez eu me apaixonar por essa personagem tão querida por mim. A primeira reação foi abraçar o livro!
Hoje guardo o livro há sete chaves e estou lendo pela terceira vez. Ele é, de longe, minha maior e melhor relíquia.
Acredito que muita gente conhece, já que por todos os lugares vemos a linda, seja nas redes sociais e livrarias, é possível encontrar a Mafalda em todo lugar. Quem leu, sabe o que eu sinto e porque é tão bom. Quem ainda não teve oportunidade ou não quis, dou uma dica: estão perdendo e tanto!
“Mafalda foi uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa. Mafalda foi muitas vezes comparada ao personagem Charlie Brown, de Charles Schulz, principalmente por Umberto Eco em 1968.”
Para quem deseja conhecer mais, existem também vídeos e filmes o youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=7pHz9VBgHtI
https://www.youtube.com/watch?v=pCgDL2aamQ4
beijinhos
com amor, laiz.



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