oi pessoal! que saudade de vocês! estava na correria com o video e a fanpage, mas estou de volta, que tal?! hoje tem um conto sobre o amor. espero que gostem!
não vou me envolver, não posso me envolver, não vou me
envolver.
ai, mas ele é tão lindo, e tão interessante, e tão
charmoso. e essa barba?! e esse extinto de aventura que me desperta para o mundo? e esse abraço que me protege de tudo e todos? e esse cara, que sabe falar de
livros, música, fotos e amor?
não vou me
envolver, não posso me envolver, não vou em envolver.
ah, posso ir até onde eu conseguir. quando eu perceber
que estou me apaixonando, dou alguma desculpa e saio de cena. é isso! não estou
gostando dele ainda, então posso muito bem aproveitar bons momentos sem o tal sentimento.
- pra onde vamos?
- pra onde você quiser.
sexta-feira, 27
20:00 em ponto. ele já chegou? nossa!
- vamos à quermesse? tem vinho quente.
- vamos!
o frio deixava o clima ainda mais propício para um amor
de uma noite apenas. sim, era isso que eu queria, amar ele só aquela noite, sem
me envolver.
- vamos pro morrinho?
- vamos.
a noite fluía como um balão no céu.
- você gosta dessa música?
- gosto...
- estou com vontade de te beijar
- hmmm, não sei, às vezes...
- é simples, assim ó.
ele me beija. nosso primeiro beijo. ele me abraça ao som de aerosmith. fly away from here. por um momento esqueci as vozes que ali
estavam e o mundo foi só eu e ele. a única coisa que eu conseguia pensar era
‘meu Deus, como isso é bom!’
- estou com fome e você?
- eu também.
- vamos sair para comer...
- vamos.
o vento
congelante e nós dois ali, naquela pista, querendo tudo que o mundo podia
oferecer, querendo todo amor que o mundo podia oferecer, sem nos darmos conta.
rota final, lanche fechado.
- não acredito! e agora?
- vamos andar pela cidade, procurar alguma coisa.
encontramos. um bar. um boteco de esquina, daqueles mais
estranhos possíveis. porém, a aventura não podia ser maior.
- conhaque para esquentar?
- conhaque! a noite é sua...
aquilo estava mesmo acontecendo? mas por que perfeito
assim? não, não podia ser, nada de me envolver.
- você tem que ver esse filme, ele é genial, tem um pouco
de romance também.
- sério? ah, mas não tem morte né? por que não gosto.
o frio aumentou. lá fora.
lá dentro, só conseguia sentir o aconchego do corpo dele
sobre o meu numa conchinha.
o filme, não consegui assistir. era tão interessante que
só tinha vontade de virar para o lado e dizer ‘me beija’.
me lembro que ali mesmo, naquele encaixe perfeito, sem
clichês, o encaixe era perfeito, dormimos ouvindo a chuva na janela. estar com ele era estar em paz. longe do mundo, longe de tudo. era viver um sonho bom, um sonho lindo.
e antes de pegar no sono, a única coisa que eu pensei foi
‘não posso me envolver’.
logo pela manhã, acordei com um café na cama. e aquele
olhar de cachorrinho, como quem diz ‘quero mais’ e eu sem saber o que
pensar, sentir, já me sentindo um tanto quanto perdida nos meus sentimentos.
- olha, a última coisa que eu quero agora é me envolver. eu
não posso me apaixonar de novo.
- eu também não.
- então tá bom, combinado.
(silêncio)
nos beijamos durante 7 minutos. sei porque estava tocando
aquela música, a nossa música que dura exatamente 7 minutos e 16 segundos.
nos abraçamos forte, sem querer soltar mais. tiramos
fotos e nos encolhemos embaixo das cobertas de novo.
- você é linda...
- você que é.
eu não queria que aquilo tivesse fim. eu estava
apaixonada.
mas nossa história acabou antes mesmo de começar.
e termino com um verso da nossa música de 7 minutos e 16
segundos:
‘nada a ver ficar assim sonhando separado
se no fundo a gente quer o dia a dia, lado a lado
eu não vou deixar você ficar com esse medo de se
aproximar
pra ter um fim toda história um dia tem que começar.’
- tchau...
- tchau.
beijinhos

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