terça-feira, 22 de novembro de 2016

NOVO ENDEREÇO DO BLOG!

oiii pessoal!
sumi por um tempo, mas estava só acertando todos os detalhes antes de fazer essa postagem.
sempre tive muitos blogs, alguns até abandonei, outros fiz como diário pessoal. porém, um belo dia lembrei de um que eu curtia muito e que talvez eu pudesse voltar a usar... e foi exatamente o que eu fiz!
além de já ter meu nome (laizcomz), quis fazer a mudança por ser plataforma wordpress, melhor e mais fácil para trabalhar.
já migrei todos os meus textos daqui para lá e já saiu um novinho em folha também!
o nome e o conteúdo serão os mesmo, então, CONTINUEM COMIGO!

aqui está o link: laizcomz.wordpress.com

muitas novidades e coisas legais vêm por aí, e claaaaro, muitos textos muito amor para vocês! eu amo, eu me amarro e é por isso que procuro melhorar cada dia mais!

partiu Devaneios?! PARTIU!


*


Hi guys! I sumi for a while, but I was just hitting all the details before making this post. I always had many blogs, some even quit, others I did as personal journal. But one fine day I remembered one that I liked a lot and that I could use again ... and that's exactly what I did! Besides already having my name (laizcomz), wanted to make the change by being wordpress platform, better and easier to work with. I have already migrated all my texts from here to there and a brand new one has already come out! The name and the content will be the same, then, CONTINUE WITH ME! Here is the link: laizcomz.wordpress.com Many news and cool things come around, and claaaaro, many texts very love for you! I love, I tie myself and that's why I try to improve every day more! Departed Daydreams ?! LEFT!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

NA VIDA, SÓ RESTA SEGUIR.

um dos pensamentos que mais me veio na cabeça esses últimos dias.
o que é a vida se não seguir em frente todos os dias? repetimos historias, ciclos, pensamentos, atitudes... e mesmo que com um 'clique' a gente decida “dessa vez vai ser diferente! dessa vez eu vou emagrecer! dessa vez eu vou estudar mais! dessa vez eu vou ser promovida!”, na vida, só resta seguir. sabe por que? por que nem tudo é como queremos, como planejamos, como almejamos. às vezes, a vida vai, às vezes, não. bom, na maioria das vezes não e quando é perfeito? sim, e isso é ok, acontece com todo mundo e sempre sobrevivemos, estamos aqui, seguindo e sendo felizes mesmo assim. já ensinava Pollyanna com o jogo do contente!





Outubro, quase Novembro de 2016.

hum, deixa eu ver quantas coisas eu planejei e quantas deram certo. deixa eu ver o que eu nem esperava que ia acontecer e aconteceu... quantas foram boas, quantas nem tanto.

comecei a faculdade, uau! 
tantos anos sem saber o que ser da vida e lá estamos nós, buscando nosso lugar ao sol, mesmo com todas as dúvidas e coisa e tal.
mas que demais essa vida universitária! tudo bem que são tantos perrês que a gente até pensa em desistir, mas aí a cabeça volta a funcionar e tudo volta pro lugar: “OPAAAA, PERA AÊ QUE NÃO É BEM ASSIM, PO!”

consegui um bom emprego. é, consegui. o processo seletivo não foi o mais fácil do mundo, pra falar a verdade, foi bem difícil. mas ok, novo emprego 
pois é, o emprego era tão bom e mesmo assim não rolou. X
sei lá, não fluiu, não era pra ser, eu tentei. bem, coisas assim, pensamentos assim sempre tentam justificar o que no fundo a gente sabe: “na vida, só resta seguir”
valeu, foi bom conhecer vocês, mas vou seguir em paz o meu caminho. 

um namorado novo?! uau! 
por essa eu não esperava! depois de tantos fins e afins, a vida percorreu o seu caminho e cruzou alguns por aí ;)
aquele lance de conhece alguém até que é legal, conversar com alguém legal, saí com alguém legal, balada e barzinho sempre são legais, e todo aquele auê da vida de solteiro que é bem legal, mas que, às vezes, dá uma preguicinha, né? bom mesmo é encontrar alguém e já de cara ter a certeza que se não for aquela pessoa, não será mais ninguém. na vida só resta seguir e seguindo, o destino se encarrega de trazer a pessoa certa (momento romântico do texto ♥)

consegui ganhar uns quilos, hehe, E SEM TOMAR REMÉDIO PRA ISSO. que demais, só que eu realmente não sei se curto ou não. o fato é que aconteceu. eu que sempre briguei com a balança por ser magra demais, quando consegui os benditos 4+ me senti desiludida e barrigudinha. #volta42 enfim, bom mesmo é ser feliz, com quilos a mais ou quilos a menos!

perdi alguns amigos, pois é. X
quem diria? perdi e eu diria que até as duas melhores amigas. perdi assim, sem mais nem menos, sem delongas, desculpas ou discussões. perdi por que o destino quis assim, por que cada um seguiu o seu caminho, por que amizades verdadeiras também morrem, por que na vida, só resta seguir.

e ganhei outros... 
depois que percebi que na vida, só restava seguir. as pessoas são insubstituíveis, porém, é incrível a nossa capacidade de seguir sozinhos.

hoje eu sei, que independente das circunstâncias, das coisas, do que sentimos, a vida é uma inconstância que não estamos imunes. mas, quando nem tudo sai como planejado, é meu caro, NA VIDA, SÓ RESTA SEGUIR. 

~~~~~~~~~> ✓XXX✓... ♥



beijinhos
com amor, laiz.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

todas as vezes que eu me senti idiota.



hoje é um dia daqueles. que me sinto meio idiota o tempo inteiro. 
hoje vou contar uma história real sobre bullying eterno.

às vezes, acho que meu coração bom (e tolo) não percebe a indiferença das pessoas.
às vezes, penso que todo mundo sente como eu sinto e isso me torna tão ingênua que chego a ser boba.
vai ver eu só preciso aprender a ser fria também.


a primeira vez que eu me senti idiota foi quando eu tinha 8 anos. eu cheguei da escola e tinha uma cartinha no meu portão. por fora, estava escrito que era do garoto que eu gostava, Gabriel. tinha uns coraçãozinho, algo bem romântico mesmo. mas, quando abri, li coisas horríveis e que minhas próprias amiguinhas tiveram a 'grande ideia' de fazer. crianças são tudo de bom, porém, conseguem ser bem cruéis quando querem.

me senti idiota quando eu tinha 13 anos e curtia muito All Star cano alto. aí, uma garota da 8ª série apontou o dedo pro meu tênis e começou a debochar descaradamente.

me senti  bem idiota na época escola, viu. meus apelidos eram os mais ‘agradáveis possíveis’, já que eu era a mais magrinha e diferente da turma.

me senti idiota aos 14, quando estava fazendo um curso importante e a galera descolada da minha turma me deu um apelido bem horrível. eu chorei e quis parar o curso. mas, por incrível que pareça, no mesmo dia eu fiquei sabendo que tinha sido premiada num concurso de Literatura. aquilo ajudou a devolver minha autoestima e minha vontade de continuar o curso na época.

me senti idiota quando, com 15 anos, decidi me declarar para um babaca de 23.

me senti idiota quando, aos 16, me disseram que ia ter show da banda que eu mais amava, mas quando cheguei no local, não tinha uma alma viva se quer no local.

me senti idiota aos 17, quando minha melhor amiga ficou com o cara que eu gostava (ficou pra valer, se é que me entendem...). me senti bem idiota mesmo, acreditei que aquela amizade era verdadeira.

me senti idiota quando, na época meu namorado, disse que eu abria a boca só pra ‘falar merda.’
e até hoje essas palavras não saem da minha cabeça. e até hoje ele corre atrás da merda que ele fez ao falar isso. acho que eu tinha 21.

me senti idiota quando resolvi cortar o cabelo curto por que era moda. 

me senti idiota quando uma grande amiga esqueceu meu aniversário.

me senti idiota quando dei meu colar pra ele e ele deu pra outra garota, meses depois. acho que eu tinha 24. nesse momento eu estava decidindo que nunca mais deixaria nada de muito valor emocional para mim com alguém.

aos 25, me senti idiota por que ainda estava sendo idiota. fiz um presente bonito para alguém que não valia a pena e que tinha passado a tarde inteira com outra. (bom, eu não sabia, vamos relevar).

me senti idiota quando minha melhor amiga DA VIDA (todas as vezes que citei amigas, foram pessoas diferentes... eu tenho uma coisa ‘muito boa’ com amizades verdadeiras...) disse que não estava acreditando no que eu tinha feito. ops, eu não tinha feito nada demais. era só o ego dela sobressaindo à uma discussão corriqueira...

hoje, com quase 27, continuo me sentindo idiota.

me sinto idiota quando quero ajudar de coração um coleguinha de trabalho e o mesmo não acredita e me põe à esquerda.

me sinto idiota quando ainda crio intimidade com pessoas achando que elas são como eu, sentimentais demais a ponto de acreditar em TODO MUNDO. mas é só gentileza da parte delas. e olha, eu sempre acho que é empatia, sintonia, energia... mas nunca é. rs.

me sinto idiota quando vejo pessoas se aproximando de mim por interesse. e eu sempre digo sim, mesmo sabendo que é pura falsidade.

me sinto idiota quando faço tudo por alguém, me desdobro em mil e não tenho nada mais que um ‘oi, tudo bem?' no whatsapp. às vezes, nem isso.

me sinto idiota quando vejo que todos os meus amigos, que um dia eu amei tanto, se quer lembram meu nome.

me sinto idiota quando vejo todo mundo na correria do dia a dia, sem tempo nem para um ‘bom dia’, quando na verdade, a única essência da vida é essa... cuidar das pessoas para que elas não se sintam idiotas.

eu me sinto idiota o tempo inteiro. já aprendi a conviver com esse sentimento e aprendi que, talvez, ninguém sinta tanto como eu. vai ver é assim mesmo. vai ver nasci pra ser idiota. e quem disse que isso é ruim? se, no fundo, pessoas idiotas demais são sempre as que mais sabem da vida. 
porquê hoje, eu continuo idiota, mas com plena consciência. hoje sou idiota só quando me convém. caso contrário, eu viro as costas e saio andando.


beijinhos
com amor, laiz.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

4s's: Sebastião Salgado, Starbucks e Sebo.


Olá, leitores lindos da minha vida! Como vão vocês? Espero que bem.


Hoje vou sair um pouco do habitual e falar de algo que também é muito legal: VIAJAR.
QUAL SER HUMANINHO QUE NÃO CURTE VIAJAR? Ainda mais em pleno 2016. Haha
Você já viajou esse ano? Já foi ver gente e lugares novos? Já foi respirar novos ares, comer coisas diferentes? Já ficou na janela olhando a paisagem lá fora? Se não, corre que ainda dá tempo!
E quando falo ‘viajar’ não estou me referindo à uma ida para Ilha Bela nem Paris. Você pode ir pra cidade ao lado e se divertir mesmo assim. O importante é sair do lugar, mover-se e explorar o mundo, que como eu sempre digo, é INFINITO E LINDO.
Planeje-se e ouse. E quer um conselho? Vá sozinho. Acompanhado é ótimo, mas viajar sozinho é realmente libertador. Tente ao menos uma vez.


Na semana passada, eu fiz uma viagem incrível para Campinas! Olha só, Campinas que é logo ali!
Não sou fã de TV, não sou adepta, então não vejo muito. Porém, passando pela sala, ouvi a jornalista dizer num noticiário “e essa semana ocorre a exposição do fotógrafo Sebastião Salgado no SESC de Campinas” e eu pensei “uau!” e logo me ocorreu a ideia: por que não? Quando isso vai acontecer de novo? SEBASTIÃO SALGADO? Eu NECESSITO ir.
Então arrumei minha mochila e parti, de ônibus mesmo.
Chegando na rodoviária encontrei uma feira de livros maravilhosa que me rendeu um livro maravilhoso sobre a minha área – O top do Marketing brasileiro.
Sabe aquela sensação de ‘to no lugar certo, na hora certa’.



O SESC fica exatamente ao lado da rodoviária. Era só atravessar uma ponte e pronto, cheguei. Mas nessa de encurtar o caminho e não seguir os conselhos do taxista, eu quis dar um role extra por ali e acabei me perdendo um pouquinho. Valeu a experiência, tive que voltar e foi engraçado.



~ SEBASTIÃO SALGADO ~

“Sebastião Ribeiro Salgado Júnior (Aimorés, 8 de fevereiro de 1944) é um fotógrafo brasileiro.
Nasceu na vila de Conceição do Capim, viveu sua infância em Expedicionário Alício, graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo (1964-1967) e realizou pós-graduação na Universidade de São Paulo. No mesmo ano, casou-se com a pianista Lélia Deluiz Wanick. Eles se engajaram no movimento de esquerda contra a ditadura militar e eram amigos de amigos do líder estudantil e revolucionário Carlos Marighella. Depois de emigrar em 1969 para Paris, ele escreveu uma tese em ciências econômicas, enquanto a sua esposa ingressou na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts de Paris para estudar arquitetura. Salgado inicialmente trabalhou como secretário para a Organização Internacional do Café (OIC), em Londres. Em suas viagens de trabalho para a África, muitas vezes encomendado conjuntamente pelo Banco Mundial, ele fez sua primeira sessão de fotos com a Leica da sua esposa. Fotografar o inspirou tanto que logo depois ele tornou-se independente em 1973, como fotojornalista e, em seguida, voltou para Paris.”


Eu simplesmente acho esse homem excepcional. Entre os caras que eu mais admiro no Brasil, ele está no topo da lista. E vendo uma exposição dele senti ainda mais na pele a sua arte, sua fotografia viva e surreal. Fiquei impressionada com a riqueza de detalhes de suas fotos, a sua singularidade e o que é mais incrível: as fotografias são tão impressionantes que eu diria até improváveis. Mas é, claro, ele fez.
Fiz algumas fotos das fotos maravilhosas, não ficaram tão boas (quem sou eu mesmo?), algumas ficaram com reflexo, mas é válido e acho que vai dar pra vocês verem um pouquinho do que foi:










Sai de lá meio que anestesiada, pensando na raridade da vida e das pessoas, querendo eternizar aquele momento. A exposição terminou no sábado, um dia depois.

Então, resolvi que iria continuar minha super viagem. Fui até o centro de Campinas, que não é muito longe nem complicado.
Andei pelas ruas super movimentadas, olhando as pessoas. Pessoas que eu nunca mais vou ver na vida. Gosto desse anonimato. Gosto de ver pessoas e tentar descobrir como elas são. Gosto de olhar e pensar ‘por que ela está passando aqui? O que ela está pensando? Será que ela ta feliz?’
Observar pessoas e tentar saber o que elas estão sentindo é uma das coisas que eu mais gosto de fazer no caos das cidades grandes.
Encontrei uma lanchonetizinha mega maneira que vende salgados super bons a R$ 3,90 e deixa qualquer ‘ki lanchão’ no chinelo. haha



~ STARBUCKS ~

“Starbucks é a empresa multinacional com a maior cadeia de cafeterias do mundo; tem a sua sede em Seattle, EUA. A companhia criou o seu nome inspirado em parte pelo personagem Starbuck do livro Moby Dick, e o seu logótipo é um entalhe escandinavo do século XVI de uma sereia com duas caudas.
Além de cappuccino e café expresso, a Starbucks oferece também outros tipos de bebidas, como uma variedade de chás, além de comidas como sanduíches. Lojas da Starbucks podem estar dentro de outros estabelecimentos comerciais, como livrarias e shoppings.”



COMO IR ATÉ CAMPINAS E NÃO PASSAR PELA DELÍ COOL HIPSTER STARBUCKS?
Já que na nossa linda Limeira ainda não tem, é imprescindível! A Starbucks é uma das coisas mais divinas do mundo e que não nego, sempre que vou faço uma selfie! É o tipo de lugar que você entra e quer ficar pra sempre.
Comprei um Frappuccino de Chocolate à base de café e um Browne maravilhoso de chocolate meio amargo. Eu não preciso nem dizer que ali encontrei o paraíso né?
Mas, mais que toda essas delicia, o que eu mais amo mesmo num ambiente Starbucks são as pessoas. Amo ficar olhando todas aquelas pessoas conectadas, tomando um café e pensar ‘como está sendo o dia dessa pessoa?’
Ver pessoas num café é mesmo muito interessante.



~ SEBO E LOJÃO ~

Seguindo meu roteiro de viagem e com a ajuda do meu querido amigo Google, descobri que descendo aquela mesma rua do Starbucks tinha um sebo. E, claro, eu não poderia deixar passar batido. Então, caminhei mais um pouco e finalmente, cheguei.
É um sebo incrível, desses que também não encontramos em Limeira. Muito grande, amplo e com muita variedade de livros. Muitos livros. Um sebo maior que todas as livrarias que encontramos aqui. Fiquei ali uns belos 40 minutos, paquerando vários livros e voltei com uma pequena dor no coração por ter deixado pra trás “Como Ser Parisiense Em Qualquer Lugar do Mundo" por que a grana já tava ficando curta. Céus, como foi difícil pra mim.
Mas, mesmo assim ganhei uma bag muito amô pra carregar meus bebês.




Para voltar ao destino final, a rodoviária, dessa vez peguei um taxi. Os grafitis das ruas, o movimento do centro, as pessoas pra lá e pra cá numa sexta-feira a tarde é encantador pra mim. Sou uma pessoa extremamente urbana e curto muito isso.
De volta pra casa, Deus me presenteou com um lindo por do sol. Pude voltar contemplando o que a vida tem melhor.
Foi um belo dia. Fui ali e voltei cheia de novas experiências na bagagem e um imenso sentimento de gratidão e de que valeu a pena. Eu devia fazer isso mais vezes.



Próxima parada: SÃO PAULO! E eu contarei tudinho pra vocês por aqui ;)


Beijinhos
Com amor, Laiz.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

minha mafalda ♥

"Mafalda é uma menina de seis anos de idade, que odeia sopa e adora os Beatles e o desenho Pica-Pau. Ela se comporta como uma típica menina na sua idade, mas tem uma visão aguda da vida e vive questionando o mundo à sua volta, principalmente o contexto dos anos 60 em que se encontra. Tem uma visão mais humanista e aguçada do mundo em comparação com os outros personagens.”




Conheci a Mafalda na biblioteca da escola, na quinta série, mais precisamente no ano de 2001. Me lembro que, como uma boa leitora que já era, não tinha medo de livros grandes e grossos e quando me deparei com aquele livro de 420 páginas que mais parecia uma enciclopédia, já logo o tirei da prateleira com curiosidade. Foi então que na capa, vi o desenho de uma menina ouvindo música, tão simpática que na mesma hora me cativou. Quando abri e vi que era HQ fiquei ainda mais feliz, já que passei boa parte da infância lendo gibis. 

E aí bastou ler a primeira página para eu me encantar com a doce personagem criada por Quino. Eram noites lendo aquele livro e eu era apenas uma criança. Não importava se no outro dia eu que teria que levantar cedo para ir à escola, eu só queria ler e estar lá. Gostava de ler sentada na janela, olhando o céu. E para onde eu ia, o Toda Mafalda ia comigo. Mesmo sendo um livro grande e um tanto quanto pesado, ele estava comigo. Demorei algumas semanas para terminar de ler e enfim, tive que devolver à biblioteca. Aquele livro não me pertencia. Mas, e o apego? Céus, como foi difícil me despedir dela, do Miguelito, da Liberdade e de todos os personagens que conquistaram meu coração. Foi como viver lá com eles, no pequeno vilarejo.




Depois disso, todas as minhas amiguinhas leram também, por forte influencia minha. Sentia um certo ciúme ao ver o ‘meu’ livro com outras pessoas. Passado um tempo, quando ele finalmente voltou a ficar disponível de novo na pequena biblioteca do colégio, adivinhem? Eu peguei novamente e sim, li tudo de novo como se fosse a primeira vez.
Loucuras que só bons leitores entenderão.
Minha vida passou e nunca consegui me esquecer daquela garotinha, tão esperta, com uma inteligência e humor fora do comum e aquele livro que por um bom tempo foi parte da minha vida.
Aos 23, 12 anos mais tarde, eu fui procurar ele para comprar. Foi como um flash na minha cabeça ‘TODA MAFALDA! PRECISO TER ESSE LIVRO!'. E numa busca frenética, em todos os sites que eu procurava, ele estava esgotado. Como eu trabalhava numa livraria, ligava e mandava e-mail de tempo em tempo para fornecedores e editoras procurando o tão inesquecível ‘livrão da Mafalda’. Até que um belo dia, o rapaz gentil (e paciente) me ligou dizendo ‘achei um aqui, você quer?’
Claro que não pensei duas vezes para responder. Passado alguns dias, ele chegou e foi a maior emoção da vida, depois de tantos anos, ter o livro que marcou que tanto marcou minha infância e que fez eu me apaixonar por essa personagem tão querida por mim. A primeira reação foi abraçar o livro!
Hoje guardo o livro há sete chaves e estou lendo pela terceira vez. Ele é, de longe, minha maior e melhor relíquia.
Acredito que muita gente conhece, já que por todos os lugares vemos a linda, seja nas redes sociais e livrarias, é possível encontrar a Mafalda em todo lugar. Quem leu, sabe o que eu sinto e porque é tão bom. Quem ainda não teve oportunidade ou não quis, dou uma dica: estão perdendo e tanto!




“Mafalda foi uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentando uma menina preocupada com a Humanidade e a paz mundial que se rebela com o estado atual do mundo, apareceram de 1964 a 1973, usufruindo de uma altíssima popularidade na América Latina e Europa. Mafalda foi muitas vezes comparada ao personagem Charlie Brown, de Charles Schulz, principalmente por Umberto Eco em 1968.”

Para quem deseja conhecer mais, existem também vídeos e filmes o youtube:
https://www.youtube.com/watch?v=7pHz9VBgHtI
https://www.youtube.com/watch?v=pCgDL2aamQ4


beijinhos
com amor, laiz.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

26 quase 27

leia ouvindo: https://www.youtube.com/watch?v=i2ie14zHNsc

'um novo dia nasce
e com ele um novo tempo
sem coleiras nem promessas
apenas belos sentimentos
um novo dia nasceu
e com ele um novo tempo
quem se prende ao passado, morre.
eu aprecio o MOVIMENTO!'



26 quase 27

~ depois de você ~
~ manifesto do nada na terra do nunca ~
~ uma curva no tempo ~
~ uma vez na vida ~
~ will & will ~

são só alguns dos 132346132 livros que comecei ler ao mesmo tempo mas que tive que interromper para começar “Nos Bastidores da Coca-cola”. ossos do ofício. o que é ótimo, claro. e quantos mais ainda preciso ler? tantos na lista. tantos que ganhei e ainda nem abri. tantos que comprei e nem comecei. o dia poderia ter, assim, no mínimo 48 horas pelo menos. céus, como eu queria ter tempo pra vocês, meus pequenos amores de papel! como eu queria terminar aquela série que comecei e não saí nem da primeira temporada, porque tive a ideia genial de começar outra e empacar nas duas ~ pessoa que não sabe esperar ~ pra no fim sempre acabar em... HORA DE AVENTURA! imersa no mundo de Jake e seu amigo Finn, torcendo pra um dia, ser abduzida pra um universo paralelo igualzinho a Terra de Ooo, onde vou poder ser uma princesa e voar como uma borboleta, comer dadinho pra sempre e finalmente realizar meu sonho de infância de ser cantora. por que cantar bem a gente não canta, mas é cada vontade louca que dá de ser cantora que viu?!

eu preciso daquele job. é a minha cara, é como se fosse um pedaço de nuvem ao meu alcance e se eu não pegar, sinto que vou me arrepender pro resto da vida!
e como vai ser o próximo semestre hein? nossa, tenho tanta coisa pra pensar.
preciso passear com meu cachorro, tadinho, tão carente de mim... filho do céu, mãe tá meio doida mas não te esquece não, tá?
e minha casa? preciso de uma casa. uma casa pra chamar de minha. com centenas de fotos coladas na parede, música infinita, jardim com flores bonitas, cheiro de café constante e minhas centenas embalagens de tic tac... 
academia. assim que voltar a trabalhar, vou voltar a treinar. e vou correr muito também. comprar um carro. fazer coisas que to planejando há uns 10 anos já. revisar o livro que escrevi e finalmente imprimir ele, nem que seja só pra eu ler e deixar ele aqui, como meu maior triunfo da vida, como quem diz “ce viu, escrevi um livro?!” quem disse que eu nunca fiz nada de útil né? bom, nunca ninguém disse isso, mas são coisas que penso, quando vejo alguém passando muita fome e eu não posso fazer nada.
preciso viajar. e agora, pra onde eu vou? Paris? Amsterdam? Japão? Iracemápolis. isso. com 5,00 acho que dá.
minhas sobrancelhas, sen or, o que fazer com isso? preciso urgentemente dar um jeito nelas. e tirar esses pelinhos da testa que tanto me incomodam. preciso aprender andar de salto também.  e renovar o guarda-roupa. posso muito bem, do nada, me tornar aquelas mulheres super sofisticadas e chiques, só preciso de um salto e um batom vermelho. bem, pelo menos o batom vermelho eu tenho a possibilidade de usar. porque o salto alto... esse aí nunca foi com a minha cara e vai ser mesmo muito difícil conseguir.
será que vou casar? algo assim, bem lindo e romântico, do tipo casamento na praia, com  o por do sol logo atrás, meus amigos, minha família e minha vózinha... aaaa vózinha, penso tanto na senhora nesses momentos! será que meu futuro marido vai chorar? e vai pensar, "meu Deus, to casando com uma doida!" bem provável, por que sabe né, nunca tive os parafusos no lugar, já dizia meu pai quando me via no jardim, sozinha, aos 4 anos, conversando com meus amigos imaginários que moravam dentro do meu corpo e que bem lembro até hoje, mas papo pra outro dia!
vou ter filhos? será que vai ser menina ou menino? se for menina, vai chamar Splendora! isso eu tenho certeza.
preciso pensar na minha especialização, no meu estágio, talvez naquele tão sonhado curso de psicologia também. e o curso de fotografia? Deus, quero tanto esse curso, necessito fazer esse curso quanto antes.

são esses os pensamentos que a gente tem em pleno 26 anos, rolando na cama, em transe, nas madrugadas infinitas, de música alta nos fones, quarto escuro, ansiedade e vontade louca de fazer acontecer. então, é isso ter 26 quase 27? sim. é carregar nas costas todas as incertezas do mundo e ainda assim ter vontade de pular. e, se lá na frente não der certo, só a adrenalina de ter pulado já terá valido a pena.



beijinhos
com amor, laiz.


terça-feira, 21 de junho de 2016

sobre relacionamentos que nos roubam de nós mesmos:

eu estava feliz. eu estava livre. eu tinha acabado me libertar de um relacionamento de 3 anos.



relacionamento esse que eu amava sozinha e não me dava conta. nossa vida era resumida a roles estranhos e loucos e eu achava que aquilo era suficiente pra eu ser feliz. eu estava sempre disposta a ajudar ele no que fosse preciso e disponível para tudo, a todo momento. era no trabalho dele ou quando ele passava mal por que tinha dado um role ‘com os caras’. role louco num sábado a noite e que claro, eu estava em casa esperando pelo domingo a noite, único momento do fds que nos veríamos por que ele achava melhor e queria assim. e eu, coitada de mim... aceitava tudo calada por ‘amar’ demais quem não merecia nem uma mera mensagem minha de ‘oi, tudo bem’. 
mas, um belo dia eu resolvi abrir os olhos. exatamente assim. depois de tantas idas e voltas, eu quis acabar com tudo aquilo que me consumia por dentro. que me fazia chorar roles a fora. meus amigos mais próximos vão lembrar, quando minha vida era uma garrafa de conhaque e alguns escritos no papel higiênico, sentada sozinha na mesa de sinuca do Kingston. por que ele.... onde estava ele? mas depois que a gente abre os olhos, não dá mais pra fechar. até que uma vez ele me procurou pedindo um abraço. um abraço de arrependimento, certeza. e naquela hora, ao tentar abraçar ele, pela primeira vez senti que estava fazendo a coisa errada e que os abraços que eram tão quentes ficaram tão frios, e milagre, frios da minha parte. então, virei, saí andando e tudo acabou. e meu único sentimento naquele momento foi: ‘finalmente, eu estou livre.’


 ‘a gente ria tanto desses nossos desencontros, mas você passou do ponto e agora eu já não sei mais’. a você, desejo que um dia se encontre.

mas como eu estava dizendo... eu estava feliz. estava no emprego dos meus sonhos, a livraria. eu não trabalhava, eu me divertia. como boa leitora que sempre fui, trabalhar com livros sempre foi um prazer. eu tinha meus amigos por perto, os roles mais insanos e sem aquela preocupação ‘onde ele está?’, alias a minha única preocupação era ser feliz e mais nada.

2013. o melhor ano, de cara e sem sombra de dúvidas. nas minhas folgas semanais, já era rotina:

- MANO D, DÉCIO E MORRINHO AMANHÃ. TE ENCONTRO AS 15 NA PRAÇA!
- FECHOU MANO L.

era assim que eu chamava uma das minhas melhores amigas. era ela quem abraçava comigo os roles mais doidos numa terça a tarde. nos encontrávamos no meio da tarde na praça do Décio e lá ficávamos, com litros de cerveja, deitadas na grama, olhando o céu, ouvindo as músicas mais psicodélicas e filosofando sobre a vida. aaaaa, falar da vida! era nosso único e melhor assunto. ela sempre foi boa ouvinte e sempre conseguiu acompanhar os meus pensamentos insanos.

- o que vamos fazer quando estivermos com 30?
- será que vamos estar loucas como somos hoje?
- ou será que vamos lembrar com nostalgia?
- aaaa, eu acho que vamos continuar loucas! velhas e loucassss!

17:00.
- miga, por do sol no morrinho! vamos descer!
- vamossss!!!!!
- coloca cone aí haha chama os mlk.
- aaaa mano, não, mgmt, time to pretend.

a descida era sempre uma aventura. íamos cantando e andando no meio fio, quase sendo atropeladas na avenida movimentada.
por do sol no morrinho. que paraíso. um dos melhores lugares do mundo pra mim. e não importa se o tempo passou, sempre foi e sempre será.
era lindo ver o por do sol ali. era lindo contemplar o que o mundo tinha de melhor a nos oferecer.

- miga, ce bola que eu não consigo, to bêbada!
- ai ta bom mano, mas não sei se vou conseguir!

e, como que numa miragem, depois do por do sol, ao olhar pra trás, a lua sempre aparecia pra nos mostrar sua beleza. lua, nossa bolinha branca no céu!

- cara, nosso role tá tão bom!
- vamos pro Décio de novo?! pegar mais uma breja, uma canelinha!!!!
- vaaaamos! mas antes vamos passar no mercado.

a subida era sempre mais lenta e brisada, claro.

- miga aquele cara ta olhando pra nós.
- não ta não, sua louca - risos 
- ta sim!
- mano, ce ta louca? ce ta louca né. 
~risos infinitos~

mercado:

- quero um shot. mas só tem shot pequeno. QUERO UM SHOT GRANDE!
- SHOT GRANDE? (risos infinitos de novo)
- por que ce tá rindo?!
- não sei, shot grande é engraçado.

saindo do mercado:

- a moça do caixa ficou olhando pra nós mano.
- ela deve ter visto nossos olhos vermelhos...

mais risos infinitos.
ao voltar para o Décio e para a praça muito amor, de novo deitávamos na grama, a música, a cerveja, o céu, o lugar, tudo ali era eterno e calmo. e sem nos darmos conta, o bar já estava fechando e já era mais de 22:00


amiga, desejo que você cresça. sempre cresça.

eu estava bem, eu estava feliz. eu estava vivendo a melhor fase e o que é melhor: eu e eu. sem ninguém pra atrapalhar ou me roubar de mim.

mas, nesse tempo, as coisas tinham que mudar de rumo.
já conversava com um cara há anos, um cara de Guarulhos, que no fim do meu ultimo relacionamento, me deu muita força. pra mim, aquilo era só amizade e total fora de cogitação me envolver com um cara que nem morar na minha cidade morava.
porém, as coisas foram acontecendo e eu nem percebi que ali estávamos nós dois, alguns meses depois, jurando amores eternos.
ele apareceu no meu melhor momento. eu achava que era pra ser.
achava que era pra ser porque ele dizia gostar de mim de verdade. e depois de tantos anos presa em um relacionamento que eu amei sozinha, vai ver era o que eu precisava. e depois de muito pensar, decidi que tentaria.
a paixão do inicio foi estarrecedora. e por mais que fosse bom, no meu íntimo eu sabia que aquele não era um bom começo.
era um começo cheio de ‘eu te amo’ e ‘não vivo sem você’.
todas as vezes que eu pensava em desistir, ele não me deixava ir e isso me fazia acreditar que ele era o cara que eu sempre esperei. então deixei ser.
o caso foi ficando sério e finalmente começamos a namorar.
era um namoro difícil, namoros a distancia nunca faz bem.
eu tinha alguns indícios que aquilo poderia de novo me roubar de mim, mas não queria acreditar porque ele me fazia acreditar que não. ele foi bom de lábia mesmo.
sempre que eu queria parar, era um melodrama de ‘não vou conseguir mais ficar sem você’.
quando, por algum motivo, brigávamos feio e tudo que eu queria era a minha casa, ele se fazia em lágrimas e ameaçava se matar. descia até a cozinha e dizia ‘tá bom Laíz, é isso que você quer.’
eu, claro, na minha doce inocência e coração puro, corria atrás e dizia, mesmo sem querer, que ficaria lá com ele e que não iria embora.
a famosa psicologia reversa acontecia também. a culpa das brigas eram sempre minhas mesmo eu sabendo que não.
até que um dia, ele disse, num sábado a noite que iria andar de patins. avisei que ligaria mais tarde e liguei. celular desligado.
na terça-feira, ao ligar como de costume, horas ocupado.
quando finalmente atendeu: ‘estava falando com um amigo.’
na quarta-feira, postei uma música do los hermanos e um conhecido comentou’ por também curtir a banda.
foi a deixa para ele me ligar e dar um ataque de ciúme e terminar tudo, assim, em menos de 5 minutos.
no sábado, ele atualizou status de relacionamento com uma outra garota. uma ex.
foi difícil. eu achei que seria impossível. eu vi meu mundo desabar sobre mim.  mundo que antes dele chegar, estava perfeito.
e eu perguntava pra Deus:
- por que, meu Deus? eu achei que ele era  o cara que eu sempre esperei.


desejo do fundo do meu coração, que você encontre seu equilíbrio emocional.


bom, alguns anos depois é claro que eu tenho a resposta.
mas o que eu quero dizer contando tudo isso?
não deixem que te roubem de você. amor que te rouba, não é amor. amor que não permite você ser quem você é ou que te controla ou que te faz perder o amor próprio não é amor. e, por mais que fins sempre pareçam fins de verdade, nunca tudo estará perdido. há sempre um novo dia, um novo tempo, uma nova chance. aprenda com os erros e siga sempre em frente. Deus se encarrega de trazer até você o que é seu. mas, às vezes, no meio do caminho, encontramos pessoas que nos enganam e não conseguimos ver na hora, cegos por sentimentos que, ao invés de libertar, nos aprisionam.
observe os detalhes e não desista. antes de amar alguém, se ame. e não ache que o mundo acaba quando uma pessoa errada vai embora. acredite, se ela foi embora, não era sua pessoa certa. e o que torna a vida doce e bela é essa busca da pessoa dos sonhos. sabe aquela ansiedade boa de ‘será que é?’
e quando isso acontecer, pode ter certeza que não sobrará dúvidas ou sentimentos de desgaste. e só então você vai poder sorrir em paz e pensar ‘valeu a pena passar por tudo e encontrar você.’ e vai entender que na verdade, a pessoa certa vai te devolver.


beijinhos
com amor, laiz.

terça-feira, 7 de junho de 2016

POR QUE ELA NÃO NAMORA?

esses dias alguém me perguntou na faculdade: ‘lá, por que você não namora?’
por alguns segundos hesitei e paralisei me fazendo a mesma pergunta: ‘POR QUE EU NÃO NAMORO?’
e, sem encontrar uma resposta digna na hora, respondi meio sem jeito: ‘porquê não encontrei alguém ainda.’
mesmo respondendo, fiquei com aquilo na cabeça e comecei a me questionar reparando em todos os  casais que passavam por mim enquanto eu pensava...


POR QUE ELA NÃO NAMORA?
ela não namora porque sabe que um namoro vai muito mais além que um status no facebook e fotos bonitinhas no instagram e quiçá, bem clichê e piegas.
ela não namora porque sabe que os amores de hoje em dia estão escassos e raros. amores facebookianos... aqueles com palavras secas e soltas sem nenhum valor real, do tipo ‘te amo amo princesa’ daquele brother que vai para a balada sem a namorada saber.
ela não namora porque sabe que aquele cara que possivelmente poderia ter uma chance, curte todas as fotos de mulheres que vê pela frente, inclusive da ex. e depois chama no whatsapp na maior cara de pau ‘só to falando com você.’ aham, tá bom, aham. (rs)
ela não namora porque sabe que a possibilidade de se envolver com um cara sem conteúdo é de 99 pra 1, então, prefere apenas observar minuciosamente todas as possibilidades... até porque quanto mais observa, mais desencana, é incrível!
ela não namora porque cansou dos relacionamentos furados de 3 semanas e meia, já que os caras são sempre tão babacas e imaturos.
ela não namora porque a maioria dos caras hoje em dia não sabem falar de música, nem de livros, nem de amor, nem de nada.
ela não namora porque o cara que tem 25 anos diz que está apaixonado na primeira conversa e acha que ela vai cair! ai, como ele é bobinho! e se tinha algum resquício de chance com ela, perdeu nesse mesmo momento, pois ela já aprendeu com a vida que nunca, ninguém  ~que dirá um homem~ vai se apaixonar numa primeira conversa sobre o cotidiano. filho, o que você ta querendo com esse papo?! sai dessa, que eu to saindo também!
ela não namora porque aquele cara que chama de linda na primeira conversa e que geralmente não tem muito a dizer, não vai prender a sua atenção.
ela não namora porque sabe que quando acontecer, vai ter que ser pra valer.
ela não namora porque tem convicção do que quer. e principalmente de quem ela é.
ela não namora pois sabe que a subjetividade dela vem antes de qualquer atração e que poucos a enxergam como ela  realmente é. poucos ou nenhum.
ela não namora e não se importa com o que vão pensar ou falar dela, ela só quer saber de viver a vida a sua maneira, sem medo dos julgamentos alheios, sem receio de ser como é, assim, solteira aos 26.
ela não namora porque aquele cara legal que ela encontrou, sabe tudo, menos dar um abraço bom. isso para ela é crucial.
ela não namora porque aquele cara, o mesmo que não sabe dar abraço, também não sabe beijar a mão e a testa e acha que o corpo é composto de apenas um membro. coitado...
ela não namora porque sabe que isso pra ela não é prioridade. porque sabe que ser feliz, sozinha ou não, é o que vai fazer a vida valer a pena.
ela não namora porque não tem medo da própria solidão, da própria companhia, pelo contrário, estar só com ela é o que ela mais gosta.
ela não namora e não leva a sério aquele papo de ‘vai ficar pra titia’, até porque, cá pra nós, ser tia deve ser tão legal!
ela não namora porque sabe que não é qualquer um que vai saber lidar com o temperamento forte e impulsivo dela. mas, que por outro lado, o homem que conseguir domar a fera que há lá dentro, terá seu total amor e fidelidade.
ela não namora porque entende que, num mundo onde relacionamentos e namoros são líquidos, prefere não fazer parte disso, já que o raso e o curto não a satisfazem mais.
ela não namora por não se encaixar nesses lances de relacionamento aberto, amor livre, etc e tal. ela pode ser durona, mas ainda sonha com algo verdadeiro e exclusivo dela.
ela não namora porque até agora homem nenhum foi capaz de despertar nela o desejo de amar e de se entregar.
e ela sabe que para conquistá-la é preciso ser muito mais.
ela não namora e isso não a faz pior ou menos mulher, pelo contrário. isso faz dela a mulher dos sonhos de qualquer homem que vale a pena. e ela sabe disso. por isso escolheu esperar.


beijinhos
com amor, laiz.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

ONTEM EU ENTREI EM VOCÊ.

ontem eu entrei em você na mesma hora que te vi. nossa preliminar começa no olhar e só nós dois sabe o quanto isso aumenta o nosso tesão.


ontem estava frio e chovendo, típico dia que eu quis te devorar e fazer o nosso melhor sexo, aquele de ladinho.
ontem eu coloquei aquela música hot no repeat infinito. aquela musica que deveria chamar ‘nós’.
ontem eu me deixei em cima de ti, naquela cama apertada, naquele quarto fechado que cheira nossos perfumes misturados e nosso suor, que cheira o nosso amor.
ontem eu te desejei como nunca desejei ninguém e tinha que ser ali, naquela hora, daquele jeito, com platéia e tudo mais, mas tinha que ser. o tesão por você não espera.
ontem eu te comi com meus olhos, te dissipei com a minha boca gosto café, te engoli e te mapeei com minha língua. explorei cada centímetro do seu corpo, que delícia é teu gosto, meu bem. mas nada parecia suficiente. de você eu quero sempre mais.
ontem eu ouvi seu suspiro, seu gemido, sua voz,  misturados com o barulho da chuva, a gente contra o frio da forma mais gostosa do mundo... e pensei que maior tesão não há que entrar em você e você em mim.
e quer saber? ontem podia ser hoje e sempre.
depois de uma noite incrível e de divagar sem fôlego pelo seu corpo, a gente só consegue planejar quando será a próxima loucura.

ontem, sentindo nossos corpos grudados, só ficou o silêncio e o tesão. e a gente bem sabe o que isso significa...


beijinhos
com amor, laiz.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

seus olhos cor do mar.

~ devaneios ~


"ele é incrível. conhece todos os lugares, do mundo e do meu corpo. sabe tudo sobre vinhos e livros. o seu humor contagia até o padeiro às 6 da manhã de uma segunda-feira. ele não é do tipo que olha pra todas, ele sabe o que quer. e sabe exatamente como fazer...
ele conhece meus sabores, meus textos e pretextos. ele sabe que meu sorriso tímido diz muito sobre mim. sabe me olhar e quiçá, me devorar com os olhos. ele sabe a hora exata de chegar e de partir. e quando decide que é hora de ir, sabe que faz meu coração partir também. aaaaa, a falta que ele me faz nos dias de ausência.
me manda uma mensagem as 7:57 da manhã, assim como quem não quer nada, dizendo que passa me pegar as oito. assim mesmo, sem opção de resposta.

- café ou vinho?
ele sabe tudo sobre mim.
- vinho, meu bem.

'vinho porquê venho a tanto tempo querendo você, que só vendo.' eu penso enquanto mexo em seus livros e diga-se de passagem, é tudo tão lindo nele que é impossível não imaginar os livros dele juntos aos meus.

- escolhe a música, minha pequena.
- every breath you take. - eu respondo,  'eu estarei cuidando você.' traduzo a música mentalmente.


conversamos sobre tudo. ele me tira as melhores risadas. como é lindo o senso de humor dele. e como ele é inteligente. e como é lindo aqueles olhos azuis nos meus, verdes.

mais uma dose. o suficiente para eu beijá-lo até ele perder os sentidos.
me distraio e quando percebo, já estou em seus braços, jogada a esmo. eu poderia para o tempo nesse instante.
nesse momento, sinto meu coração apertar, arder e queimar, tudo junto, sem dó ou piedade. e o arrepio que me dá...

ah, my blue eyes... você viveu tanto tempo nos meus sonhos. por que você demorou tanto assim?
será isso tudo tão real?
não sei. mas você, que consegue me ler tão bem, com certeza sabe."

beijinhos
com amor, laiz.

terça-feira, 3 de maio de 2016

take me out tonight - o dia que parei de procurar o amor.

04:04
estava aqui rolando na cama tentando dormir, pensando sobre o dia que eu parei de procurar o amor. de cara, em menos de 5 minutos já montei todo um texto na minha cabeça e lembrei do meu blog. que saudade disso tudo. que saudade de escrever e exteriorizar o que eu sinto e penso nos meus textos, que mesmo que não sejam os melhores, são meus, só meus.
pensei mil vezes ‘será que eu levanto para escrever?’ ‘mas eu preciso dormir.’ ‘amanhã eu escrevo.’ ‘mas amanhã não vai ser como eu pensei agora.’
levantei. para escrever sobre coisas que eu penso na cama.


amor. soa como música ao ser pronunciado.
durante a vida, vivemos vários tipos de amores, desde os mais improváveis até aqueles que achamos ser pra sempre. que adolescente nunca se apaixonou por aquele cara que é bem mais velho e o mais popular do bairro? ou se não, aquele cara que você conheceu pela internet e que é lindo, mas que mora a mais de 2.000 km de você... que garoto nunca se apaixonou pela garota mais linda e rica da escola, que jamais o viu por que ele era pobre e ía a pé pro colégio. enfim, seria uma lista imensa de des-amores que vivemos no ápice da nossa juventude, aquela fase cruel de querer o mundo e não ter um puto no bolso se quer, só pra dizer ‘foda-se, ela não me quer, vou viajar com os amigos.’ aaaa, hoje é até engraçado lembrar né?! pois bem, na adolescência vivemos os amores mais tórridos e a única coisa que nos resta é chorar escondido no quarto ouvindo aquela banda deprê de 2006. (que tal Fresno, Ciano?)
mas... como nada nessa vida é eterno e tudo parece efêmero, olha que lindo... essa fase passa!
chega então o momento que tudo se torna mais sólido. que criamos a bendita da responsabilidade, arrumamos um emprego e vamos pra faculdade. olha que beleza. nessa época, geralmente nos apresentam a bebida também, e outras coisas a mais, e ai descolamos nossa independência e achamos que tudo está lindo e belo e assim ficará pra sempre.
doce ilusão.

a verdade é que passamos a vida procurando o amor. ninguém curte assumir, mas a essência do ser humano é amar e ser amado. há infinitas formas, tão lindas quanto, como amar o irmãozinho que passa frio na rua, ou aquele cachorro abandonado. porém, encontrar alguém para dividir experiências e momentos, é sim um dos desejos mais genuínos do nosso coração, mesmo que a gente ainda não saiba e se sabemos, não queremos assumir.
falo isso com convicção pelo tanto de músicas que surgem a cada minuto falando sobre o tal amor. pelo tanto de foto que vejo no facebook de casais se amando, ou quiçá, vivendo as bads da vida por um relacionamento interrompido ou o sentimento não correspondido. afirmo com certeza, porque a cada 10 palavras numa conversa com um amigo, 11 é sobre aquele crush que ainda nem  chamou pra sair.
que a verdade seja dita: queremos e passamos boa parte de nossas vidas procurando o amor.

e foi pensando nisso que decidi escrever esse texto.
POR QUE PERDEMOS TANTO TEMPO PROCURANDO POR ALGO QUE ESTÁ DENTRO DE NÓS?
o amor, aquele que tanto procuramos, todos os dias, em todas as baladas, roles e afins está bem aí ó: dentro de você.
e mais: POR QUE ESPERAR ENCONTRAR O AMOR PRA VIVER?
aquele típico pensamento ‘só vou viver depois que encontrar alguém.’
acredito que quem procura tanto alguém não sabe ainda o que está procurando e nem onde encontrar.
à partir do momento que encontramos o amor dentro de nós, paramos de procurar.
eu parei de procurar o meu amor, descobri que o amor que está dentro de mim é maior que tudo e que ~amor gera amor~
sendo assim, eu só preciso amar...
parei de querer encontrar alguém a todo custo, se nem eu tenho me encontrado ultimamente.

talvez, quando você parar de procurar e descobrir que ele está bem aí, dentro de você e na sua essência, você vai  mudar a rota, vai querer viver cada instante da vida transbordando e emanando. e sabe o que vai acontecer? alguém que já encontrou o amor dentro de si vai aparecer e aí, quem sabe por ventura,  numa esquina qualquer, na cantina ou no café, vocês finalmente se encontrem.
o amor vem para os desavisados. afeto atraí afeto. parece tão simples, mas insistimos em complicar.

termino esse texto dizendo que enquanto você procura, ele foge. pare de procurar fora, e encontrará dentro. por que pra ter amor é só amar. a vida é muito curta para deixar pra depois. e... there is a light that never goes out. ♥



beijinhos
com amor, laiz.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

texto para minha melhor amiga.


oi miga!
enfim, dia 13!
pensei mil x ‘nada de textão’, porém como não fazer textão para dizer tudo que eu preciso...?
vamos lá.
vamos começar quando nos conhecemos, acho que 1998 e eu sei que só eu lembro disso, mas ok, te perdôo, por saber que sua memória não é lá uma das melhores. nos conhecemos na igreja, no meio da criançada que não assistia missa e só brincava. tenho certeza absoluta que naquele momento Deus abençoou nossa amizade! jamais poderíamos imaginar não é?!
alguns anos mais tarde, numa sexta-feira 13, no auge da nossa pré-adolescência, decidimos que íamos montar uma banda de rock e assim foi, eu, você e mais 3. eis que nasce o PANTERS ROCK REVOLUTION! uma fase marcada por sonhos, brigas e bolacha na passarela do enxuto aos domingos a noite. lembra quando decidimos tirar uma integrante por que ela não participava? como fomos cruéis! hahahah mas paciência, tínhamos um foco hahah que não durou muito, porque claro, a gente tinha só 13 anos e nenhum puto no bolso!
chegou a fase dos namoradinhos. aaaaa que fase boa! quantos namoradinhos, Gosh! como a gente arrasava pelos corredores da vida, dando nome a todos eles... arrasávamos corações e nem sabíamos né?! haha era apelido e código pra todo lado... GEL, CABELO, e  aquelas siglas que escrevíamos nas cartinhas que trocávamos porque ninguém podia saber dos lance. me lembro uma vez, no ápice da minha indecisão ‘com quem eu fico táta?’, você lavando sua loucinha numa tarde qualquer me disse ‘melhor um na mão que dois voando’ e foi o melhor conselho de todos os tempos hahah mano, a gente só tinha 13 anos...
lembra do nosso primeiro porre na querma??? hahaha mano, um copinho de vinho e já ficamos que nem duas retardadas, rindo de tudo, e disfarçando quando vimos seus pais...
e aquele dia que eu fiz a maior cagada do mundo (que só nos sabemos) e não tinha noção de nada na vida hahahahah mas tudo é lição, éramos duas crianças...
aí você começou a namorar. chegou o tempo que eu só te via aos sábados a tarde e enquanto você fazia as unhas, eu ficava te contando meus causos e paixonites... mas, era de lei, sábado a tarde era só nos duas.
me lembro da garota humilde que aparecia na avenida montada num cano de bicicleta toda feliz. e que me dava toda a força no estudos dizendo que eu era nerds.
depois disso nos distanciamos.
mas, claro, não durou porque melhores amigas não conseguem ficar muito tempo longe uma da outra...
e, nesse tempo já estávamos solteiríssimas curtindo a vida da melhor forma, como sempre soubemos fazer muito bem, juntas!
e aquele show do paralamas que eu fiquei brava com você hahaha aí fomos, eu mor chateadinha e começou o show, você pegou na minha mão e começou cantar como se nada tivesse acontecido...
‘brigar pra que se é sem querer?’
e aquele role no horto que eu te prendi dentro daquele banheiro sujo porque tava beijando o cara lá fora e não me lembrava de abrir a porta pra você sair enquanto beijava hahaha miga, que saudade...
agora, estávamos trabalhando juntas. que arraso! MSN a tarde inteira fofocando da vida e dos amores e no almoço, casa da pamonha! hahah ‘miga quando você vai ver o Daniel?” hahahah mano... coisas que a gente sabe.
MONTANHA. nossa, falar de nós duas no montanha daria um texto a parte. impossível ir lá e não lembrar de você, todas as vezes. aaaaa aquele lugar. só posso dizer 3 coisas para resumir: ‘DORMINDO NO BANHEIRO?’ ‘TOCA PARALAMAS’ ‘A GENTE NAMORA FAZ 10 ANOS’
meus olhos lacrimejaram nessa parte do texto.
sorvetinho domingo a noite? claro, temos o caminho inteiro para conversar. cerveja no bar dos cowboy? como não, claro que sim!
VOLTAS INFINITA DE QUARTERAO? SIM, AS MELHORES VOLTAS DO MUNDO, o assunto não acabava e era sempre ‘vou deixar você’ ‘não, eu vou com você e te deixo’
é engraçado lembrar.
tirando todas as aventuras, de hotéis, rodoviárias, praças, porres, brigas e etc.
é tanta coisa, né sis? que não dá pra por em palavras tudo que vivemos (mesmo eu tentando)
quero terminar com um ‘meu coração, não sei porque, bate feliz quando te vê’
e mais... ‘és parte ainda do que me faz forte.’
Por que ‘o nosso amor é novo, é o velho amor ainda e sempre.’

nossa amizade é uma linda trilha sonora da qual quero ouvir para sempre e além.
amo você! :*

beijinhos

com amor, laiz.